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UMA AVENTURA QUE TRANSCENDE AS PALAVRAS.

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Uma pomba foi presa pelas autoridades da Índia, acusada de ser espiã do Paquistão. Na tentativa de baixar a febre da bebê de sua namorada, o rapaz canadense colocou a menina dentro do freezer, entre cumbucas de gelo e pacotes de hambúrguer. Ufólogos afirmam que um óvni em formato de pirâmide sobrevoou os céus de Mogi das Cruzes, em junho de 2015. Todo cuidado é pouco quando se é repórter: uma linha tênue costuma separar o fato da fantasia, a utilidade pública da bizarrice.

Os periódicos britânicos, em particular, têm a fama de serem os mais sensacionalistas do planeta. Mas ser um bom repórter tem algo disso, farejar as notícias, insistir, persistir, fuçar os detalhes, persuadir, checar, contar o que viu e dar vida à matéria. Óbvio, sem passar dos limites nem deixar de lado a ética, a linguagem objetiva e direta, o compromisso com os fatos. Investigar, pesquisar e entrevistar, sempre buscando a verdade, sem alarde, compilando e levando a informação à sociedade através dos meios de comunicação. TV, rádio, impressos, internet.

É o profissional que capta as informações para transformá-las em noticiário. Lembrando que todo repórter é jornalista, já que a reportagem é apenas uma das vertentes do jornalismo. E olha, tem repórter pra tudo que é assunto: política, cidades, entretenimento, educação, economia, cultura, o repórter fotográfico, o repórter esportivo, entre outros. Quem determina a pauta, o que ele vai seguir, é o seu chefe, o editor.
Mas encontrar e preparar uma notícia não é coisa fácil. O papel do repórter vai muito além de mero caça-notícias, exige conhecimentos e técnicas específicas da área jornalística. Sem mencionar que, ao longo da história, os repórteres conviveram (e ainda convivem) com a censura e a perseguição política, militar, policial e criminosa. É necessária uma boa dose de coragem, o gosto pela aventura, a obcessão pela verdade.

Provavelmente, Euclides da Cunha carregava tais virtudes consigo. O célebre autor de “Os Sertões” também é considerado por muitos o primeiro repórter brasileiro: foi ele quem acompanhou a Guerra de Canudos para O Estado de São Paulo, em 1896. Um trabalho digno de Pulitzer, o Oscar do jornalismo. Aliás, ser curioso parece que é outro traço marcante e obrigatório do repórter. E ajudou Bob Woodward e Carl Bernstein (dois réporteres investigativos do The Washington Post) a faturarem o prêmio, em 1973. Pela cobertura do caso Watergate, o escândalo que provocou a renúncia do presidente americano Nixon.

A mesma sorte não teve Silva Jardim. O renomado advogado, ativista político e jornalista brasileiro que virou manchete, ao cair dentro da cratera do Vesúvio, em 1º de julho de 1891. Obra da sua curiosidade jornalística ou imprudência turística? Não saberemos. Nunca mais se teve notícias sobre o homem.

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