MUITO VINHO SOBE.

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Entre os vinhos mais caros de 2016, o francês “Domaine de la Romanee-Conti” chega a custar 90 mil dólares a garrafa, e o americano “Screaming Eagle Cabernet Sauvignon”, até 12 mil dólares. Enquanto que no supermercado do bairro, você pode encontrar um de 30 reais. Por que essa disparidade? Bem, tem muita coisa que provoca essa oscilação.

Por exemplo, uma parreira que rende pouco acaba produzindo sabores mais concentrados, de maior qualidade. Selecionar uma terra melhor e cachos mais saudáveis, mais a dedicação artesanal com o vinhedo, também deixam os rótulos mais caros.

Desastres naturais (incêndios, terremotos e pragas) podem levar a um desequilíbrio entre oferta e demanda, fazendo o ticket subir, assim como as notas que o vinho recebe da crítica especializada.

O método de produção é outro fator que influencia: há vinhos que repousam por mais tempo na vinícola, envelhecendo em caríssimos barris por anos. Ocupam mais instalações, mão de obra e trabalho do enólogo. O valor sobe. E os impostos? Representam 85% do preço final, em vinhos europeus. Aqui, 65%.

O que é difícil de engolir, é um vinho ser leiloado por 500 mil dólares. Isso aconteceu em 1989 com o “Château Margaux 1787”. Supostamente, ele teria pertencido à reserva de Thomas Jefferson, autor da declaração de independência dos EUA, de 1776.

Bem mais em conta é colecionar tampinhas de garrafa, miniaturas de bebidas famosas ou bolachas de chope. Mas nada impede que você ache um bom vinho por aí, sem causar sangria nas suas finanças.

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