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DOCE TRADIÇÃO. MAS PODE SER SALGADA TAMBÉM.

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Mungunzá no Nordeste, curau no Sudeste, e tem a canjiquinha carioca, a canjica-piruruca mineira… Falamos do ingrediente canjica, que é um tipo particular de grão de milho, branco ou amarelo. E chamado de um jeito diferente em cada parte do país.

Mas quando nos referimos àquela papa cremosa na qual vai leite, leite condensado, coco e canela (às vezes amendoim triturado), de onde vem a receita?

Na África, já havia um mingau feito de milho: a “kanjica”, palavra usada pelos bantos de Angola. Então, parece que a iguaria foi criada nos quilombos e senzalas, antes de conquistar a todos e virar um dos doces mais festejados da culinária nacional e das quermesses.

A canjica, sozinha, não tem gosto nenhum. Mas depois que é encorpada com as especiarias que já conhecemos vira borboleta e encanta os paladares, esquenta os dias frios e dá disposição. Sem mencionar o valor nutricional que ela oferece: fibras, ferro, magnésio, zinco, fósforo e vitaminas do Complexo B. Além de conter pouca gordura e zero de glúten.

A maioria dos brasileiros prefere a canjica assim, doce e quentinha, mas tem gente que a consome gelada, e tem gente que a consome salgada. Os gaúchos curtem canjica amarela com costeleta de cordeiro e charque. Os mineiros, na companhia da costelinha de porco.

E as crianças, todas elas, naquele saquinho cor-de-rosa de pipoca doce, sabe? Ela é feita do milho de canjica.

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